
RESENHA
DOCUMENTÁRIO: A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA
INTRODUÇÃO
“A Revolução não será televisionada” foi produzido por Kim Bartley e
Donnacha O´Brian, dois irlandeses que estiveram na Venezuela entre setembro de 2001
e abril de 2002. O intuito inicialmente era apenas conhecer e documentar o governo de
Hugo Chávez, porém com o desenrolar dos acontecimentos o filme acabou por
transformar – se em um dos documentos que narra o golpe de estado orquestrado e
impetrado por membros da elite local, apoiados por países estrangeiros como Estados
Unidos e Espanha e que contou com ampla cobertura pró golpista da imprensa
televisiva nacional.
Esse é o material que pretendemos analisar à luz das teorias desenvolvidas por
Perseu Abramo em um ensaio intitulado “Padrões de Manipulação na Grande
Imprensa”.
Nosso interesse pelo tema se deve ao projeto de pesquisa que pretendemos
desenvolver ao longo do curso “História, Sociedade e Cultura”, investigando as ligações
possíveis entre documentação histórica, educação e mídia televisiva.
Iniciamos o texto tentando caracterizar a Venezuela, o governo Chávez, e
descrevendo os fatos documentados por Bartley e O´Braian.
Na segunda parte expomos os pensamentos de Perseu Abramo a respeito da
atuação dos meios de comunicação de massa e encerramos com algumas considerações
a respeito do tema manipulação da imprensa e movimentos sociais.
PARTE I
VenezuelaA República Bolivariana da Venezuela é um país de 912.050 quilômetros
quadrados, localizado no extremo setentrional do continente sul americano.
Sua população, em 2008, era de 26.414.815 habitantes, sendo 67% mestiços,
20% brancos, 10% negros e 2% indígenas. A língua oficial é o espanhol porém ainda
são mantidas entre as populações indígenas cerca de 25 línguas, na maioria caribe,
aruaque e chibcha.
Caracas é a capital do país e seu mais importante centro financeiro, mas outras
cidades como Maracaibo, Guaira, Valencia e Barquisimeto também se destacam por
suas atividades petrolífera, portuária, industrial e comercial, respectivamente.
A Venezuela foi colônia espanhola e depois de sua independência (1821 –
Batalha de Carabobo) a participação popular na vida política do país, governado por
caudilhos e ditadores, foi pequena. De 1945 a 1948, Rômulo Galegos tentou, junto com
a AD (Aliança Democrática) desenvolver um projeto democrático cujo desfecho foi um
golpe de estado que levou à presidência, em 1952, Marcos Pérez Jiménez.
Jiménez permaneceu no poder até ser derrotado por uma união dos membros da
Aliança Democrática e COPEI, estes alternaram – se no poder até 1999 quando da
eleição de Hugo Chávez, após um governo de instabilidades levado à cabo por Rafael
Caldera.
quadrados, localizado no extremo setentrional do continente sul americano.
Sua população, em 2008, era de 26.414.815 habitantes, sendo 67% mestiços,
20% brancos, 10% negros e 2% indígenas. A língua oficial é o espanhol porém ainda
são mantidas entre as populações indígenas cerca de 25 línguas, na maioria caribe,
aruaque e chibcha.
Caracas é a capital do país e seu mais importante centro financeiro, mas outras
cidades como Maracaibo, Guaira, Valencia e Barquisimeto também se destacam por
suas atividades petrolífera, portuária, industrial e comercial, respectivamente.
A Venezuela foi colônia espanhola e depois de sua independência (1821 –
Batalha de Carabobo) a participação popular na vida política do país, governado por
caudilhos e ditadores, foi pequena. De 1945 a 1948, Rômulo Galegos tentou, junto com
a AD (Aliança Democrática) desenvolver um projeto democrático cujo desfecho foi um
golpe de estado que levou à presidência, em 1952, Marcos Pérez Jiménez.
Jiménez permaneceu no poder até ser derrotado por uma união dos membros da
Aliança Democrática e COPEI, estes alternaram – se no poder até 1999 quando da
eleição de Hugo Chávez, após um governo de instabilidades levado à cabo por Rafael
Caldera.
Hugo Chávez
Hugo Rafael Chávez Frias nasceu na Venezuela em 1956 e aos dezessete anos
entrou na Academia Militar da Venezuela, graduando – se em Ciências e Artes
Militares, ramo engenharia e atingindo o posto de tenente – coronel.
Notabilizou – se em 1992, quando empreendeu contra o então presidente
Carlos Andrés Pérez um golpe de estado que fracassou. Chávez ficou preso por dois
anos e em 1999 foi eleito presidente do país.
Segundo as professoras Francis Mary Guimarães e Maria Lúcia Frizon
Rizzotto, no artigo “O processo de Universalização da Educação Escolar na Venezuela:
As Missões Robinson, Ribas e Sucre”, o governo de Hugo Chávez vem contribuindo
para que a Venezuela transite de uma democracia representativa para uma democracia
participativa além de alavancar a economia do país, diversificando – a afim de ampliar a
produção interna, visando a diminuição das importações (hoje estimada em 70% das
necessidades da população) e diminuindo a dependência econômica das exportações
petrolíferas.
Ainda segundo as pesquisadoras, a Venezuela sob Chávez, constitui – se um
Estado democrático e social de Direito e Justiça não apenas na letra da lei mas nas ações
políticas implementadas pelo governo, principalmente na área social, que
instrumentalizam e fomentam a participação, de fato, das classes operárias, até então à
margem do processo político do país.
Medidas como essa, unidas à intervenção estatal em áreas antes intocadas e
dirigidas pelas e para as elites (indústria petrolífera, telecomunicações etc.) chocaram –
se com os interesses das burguesias local e estrangeira.
Além disso, na área de política externa o presidente Chávez se opôs
abertamente ao governo de George W. Bush, às investidas de Israel contra o povo
palestino, que culminou na expulsão do embaixador e da delegação israelense do país
no ano de 2009, apoiou o Irã no que diz respeito a seu direito de possuir armas
nucleares e aliançou – se com governos latinoamericanos considerados de esquerda.
Seu governo vem sofrendo críticas severas em relação às posturas políticas
centralizadoras e à sua maneira de conduzir a economia do país.
As Missões Educativas também são criticadas pela debilidade na seleção dos
docentes, sua baixa remuneração, a qualidade de ensino questionável, a substituição da
figura do professor pelo facilitador e a assimilação de pressupostos liberais na base
teórica do projeto.
A seu favor Chávez tem a erradicação do analfabetismo e a oportunidade
concreta oferecida a jovens excluídos dos processos educativos de chegarem a uma
graduação ou a uma profissionalização técnica, a queda do número de pessoas na linha
da pobreza (de 49,9% em 1999 para 37,1% em 2005) e o aumento de 150% no poder
aquisitivo das classes D e E.
Ao final de seu artigo as pesquisadoras nos deixam uma questão relativa às
críticas às missões educativas que estendemos ao processo da Venezuela como um todo:
“(...) a questão a ser levantada e que precisará ser investigada nesse
processo é se em países periféricos, como a Venezuela, haveria outra
alternativa para guindar jovens, homens e mulheres num espaço
curto de tempo (...) para o acesso aos códigos da modernidade e da
promessa liberal da cidadania?”
(NOGUEIRA & RIZZOTTO – 2007, p. 10).
Documentário
“A Revolução não será televisionada”, produzido em 2002 pelos irlandeses
Kim Bartley e Donnacha O´Brian tinha como finalidade documentar o governo Hugo
Chávez porém, surpreendidos pelo golpe militar deflagrado contra o presidente, os
cineastas se viram no centro de um acontecimento que seria decisivo para a
continuidade ou fim da implementação das políticas públicas em andamento naquele
país.
Os diretores preocuparam – se em mostrar os personagens envolvidos na trama
que uniu a grande mídia e a elite econômica da Venezuela a países como Estados
Unidos e Espanha, interessados na produção petrolífera venezuelana, na tentativa de
derrubada do governo Chávez.
São momentos marcantes do documentário as cenas em que Chávez é
pressionado a assinar um termo de renúncia, sob a ameaça de bombardeio do palácio
presidencial, a posse de Pedro Carmona com a posterior dissolução do Congresso, da
Suprema Corte e revogação da Constituição Nacional, bem como os momentos em que
os golpistas aparecem em público, via TV, declarando como o golpe aconteceu.
Bartley e O´Brian também tiveram o cuidado de registrar e trazer a público as
cenas manipuladas exibidas pelos canais particulares de TVs venezuelanas onde
partidários do presidente apareciam atirando de uma ponte como se tivessem como alvo
uma passeata de manifestantes contrários ao governo, bem como quando o povo saiu às
ruas para denunciar o golpe de estado e o sequestro de Chávez. Conseguiram ainda
documentar a retomada do palácio de Miraflores pelas tropas aliadas ao presidente
deposto e sua chegada da prisão.
Depois de assistir ao documentário “A revolução não será televisionada”
podemos perceber como as empresas televisivas fazem uso de táticas de manipulação
das notícias para atingirem objetivos que não são de interesse da maioria da população.
No caso do golpe de 2002, a imprensa não foi mera coadjuvante, ela atuou diretamente
manipulando informações, divulgando coisas que não eram reais e “ignorando” aquilo
que não convinha a ela e nem as elites do país e de fora dele, em uma tentativa clara da
manutenção do poder político pelas minorias detentoras do poder econômico, prestando
um desserviço à democracia no país onde estavam instaladas.
Para entender e analisar algumas das técnicas e razões pelas quais a grande
imprensa age dessa maneira, recorremos ao texto de Perseu Abramo, “Padrões de
Manipulação da Grande Imprensa”, sobre o qual discorreremos na segunda parte desse
trabalho.
PARTE II
Perseu Abramo nasceu na cidade de São Paulo, em 1929, era jornalista e
sociólogo. Iniciou sua carreira jornalística em 1946 e atuou no rádio, na TV e na
imprensa escrita.
Foi professor de sociologia na Universidade de Brasília e na Universidade
Federal da Bahia. Na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e na Fundação
Armando Álvares Penteado atuou como professor de jornalismo.
Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, onde exerceu funções
ligadas às áreas de imprensa e formação.
Participou também do Comitê de Anistia e do Sindicato dos Jornalistas.
Perseu Abramo faleceu aos 66 anos, em sua cidade natal, no dia 06 de março
de 1996.
No ensaio “Padrões de Manipulação na Grande Imprensa”, Abramo faz uma
análise sobre as diversas formas de manipulação das notícias utilizadas pelos meios de
comunicação brasileiros, suas finalidades e objetivos, concluindo que essas empresas
agem como um partido político, ou seja, motivadas muito mais por determinantes
políticos do que econômicos.
Para Abramo a intenção dos empresários da comunicação no Brasil é fazer a
manutenção de sua posição de influência junto às elites brasileiras.
Defendendo essa tese, o autor relata e descreve as diversas maneiras de
manipulação das notícias utilizadas pelos meios de comunicação de massa. Abramo
incide suas análises principalmente sobre os meios escritos, mas não deixa de fora a
televisão.
O autor inicia o texto denunciando a criação de uma realidade paralela pela
chamada grande imprensa a partir da deformação da informação.
“O principal efeito dessa manipulação é que os órgãos de imprensa não
refletem a realidade. (...) É uma referência indireta à realidade, mas que distorce a
realidade.” (ABRAMO – 2003, p. 23)
Para Abramo, isso cria um mundo no qual o leitor/ telespectador tem o direito
de se mover, mas não o coloca em contato com a realidade dos acontecimentos, ou seja,
na visão do autor, a grande imprensa manipula a própria realidade.
Abramo tipifica e descreve 4 padrões, por ele identificados de manipulação da
informação pela imprensa escrita e acrescenta um quinto ao telejornalismo. São eles:
- Padrão de ocultação
- Padrão de fragmentação
- Padrão da inversão
- Padrão da indução
- Padrão global ou padrão específico do jornalismo de televisão e rádio.
Segundo o autor, o padrão de ocultação está ligado àquilo que se convencionou
chamar de “fato jornalístico”, ou seja, é como se o acontecido tivesse em si a
característica de fato jornalístico ou não. Trata – se da escolha de ocultar ou trazer à luz
um determinado assunto como se não houvesse nas edições um recorte que respeita a
“política da empresa”.
No segundo aspecto, o padrão de fragmentação, somos apresentados a um
processo que se divide em duas partes, a seleção dos aspectos e a descontextualização.
O fato considerado jornalístico então é dividido em partes e são escolhidas
aquelas que serão ou não apresentadas ao público, logo depois segue – se a
descontextualização, momento no qual o fato é isolado de seus antecedentes e
consequentes e religado a acontecimentos que podem não ter qualquer relação com ele.
O padrão de inversão é o responsável por dar mais ou menos peso a um
determinado aspecto da notícia. Esse peso pode ser invertido de diversas maneiras que
não cabe aqui detalhar, mas o uso desse recurso permite ao jornalista enfatizar detalhes,
particularidades, que necessariamente, não eram os mais importantes na divulgação
daquela notícia.
O padrão de indução engloba todos os aspectos.
“O padrão de indução é, assim, o resultado e ao mesmo tempo o impulso final
da articulação combinada de outros padrões de manipulação (...)” (ABRAMO – 2003,
p. 33)
Ou seja, o leitor/ telespectador é induzido a ver a realidade da maneira como
querem que ele veja.
O quinto e último padrão está ligado unicamente ao jornalismo apresentado
pela TV e pelo rádio, divide – se em três momentos; enfatiza o caráter sentimental da
notícia em detrimento do racional, dá voz à sociedade ouvindo populares envolvidos
nos acontecidos e por fim apresenta a fala da autoridade responsável pela solução de
todos os problemas apontados. Muitas vezes há ainda uma quarta parte; a fala do
próprio âncora, ratificando o que foi dito pela autoridade e tranquilizando a população.
Abramo descarta a possibilidade de um jornalismo neutro e defende a tomada
de posição por parte dos profissionais da mídia, porém deixa claro ser necessário fazer
ao leitor/ telespectador a distinção entre notícia e juízo de valor, buscando assim, um
jornalismo trabalhado mais na área da objetividade do que da subjetividade.
Como questão central de seu texto está o questionamento sobre a razão que
leva os empresários da imprensa a se utilizarem dos padrões acima descritos e
manipular as notícias criando essa realidade fictícia.
Abramo analisa as correntes às quais nomeia de economicistas e que
respondem a essa questão deslocando para o âmbito econômico os interesses de seus
proprietários, porém para o autor elas podem explicar uma parcela da razão pela qual os
órgãos da grande imprensa manipulam as informações, mas não a sua totalidade.
Segundo ele, o cerne da questão está “na lógica política, na lógica do poder”.
O autor argumenta que apesar dos órgãos de imprensa integrarem a indústria
cultural, dirigida pela lógica capitalista, o capitalismo não atua apenas com a lógica
econômica mas também com a lógica do poder.
Sendo assim, é necessário aos órgãos de imprensa recriarem a realidade, a
partir da manipulação das notícias para nela atuarem tais e quais partidos políticos
partidários.
Abramo desenvolve 10 itens de analogia entre os órgãos de imprensa e os
partidos políticos para demonstrar como ambos se assemelham tanto na estrutura física
como na divulgação ideológica para alcançar o poder e assim garantir a manutenção de
seus interesses.
Após a leitura do texto “Padrões de Manipulação na Grande Imprensa”
pudemos notar o quanto existe das teorias de Abramo nos atos perpetrados pelas redes
de TV venezuelanas que não só apoiaram o golpe mas juntamente com a elite petroleira
da Venezuela orquestraram as ações que culminaram com a saída de Hugo Chávez do
país e a perseguição a todos os seus ministros.
A imprensa venezuelana se utilizou de todos os padrões de manipulação das
notícias apontados por Perseu Abramo para defender seus interesses políticos e
econômicos e, como um partido político, agiu aliada a uma burguesia caudatária das
burguesias estrangeiras para garantir a continuidade de seu poder de interferência na
formação da opinião popular junto à elite nacional.
Porém com a saída da população às ruas, os planos dos golpistas foram
frustrados e o poder presidencial retornou às mãos de Chávez, numa demonstração clara
de que não há um meio de comunicação, por mais totalitário que seja, com poder de
sobreposição à capacidade de análise de grupos sociais organizados e dispostos a
mobilizarem – se na defesa de seus direitos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Quando falamos em comunicação o que nos vem à cabeça é uma tríade básica:
emissor, mensagem e receptor. É factual a necessidade desses três elementos para a
efetivação da comunicação, porém, algumas pessoas mesmo sabendo disso, ao
analisarem a televisão centram suas críticas no primeiro e no segundo componente dessa
tríade, ignorando o receptor, tratando – o como massa amorfa.
Hoje é corriqueiro ouvirmos falar mal desse ou daquele programa ou mesmo da
televisão como meio de propagação de notícias ou transmissora de programas de
entretenimento, na maioria das vezes, essas falas dão como fato consumado que diante
da mensagem de cunho X ou Y transmitida pelo “aparelhinho mágico” os espectadores
a aceitam passivamente e de maneira homogênea.
Quando ouvimos ou lemos pessoas afirmando que a TV é manipuladora e que
os telespectadores são seres alienados às suas mensagens nos perguntamos se essas
mesmas pessoas não assistem aos programas televisivos ou se elas próprias admitem –
se alienadas.
Acreditamos sim que a televisão se utiliza da manipulação de imagens e fatos
para levar o telespectador a pensar e agir da maneira como é conveniente aos seus pares
econômicos e/ ou políticos, assim como demonstrou Perseu Abramo,porém acreditar no
telespectador como um receptáculo impassível das mensagens a ele levadas é
descredenciar qualquer possibilidade de análise crítica e racional por parte dos seres
humanos, além de lhes negar a possibilidade de reação a qualquer situação de opressão.
Nesse sentido, o ocorrido na Venezuela em 2002 exemplifica a idéia que
tentaremos defender quando da montagem de nosso projeto de pesquisa para a
conclusão do curso.
O golpe de 2002 teve apoio total e irrestrito das redes de TV venezuelanas,
como mostraram os documentaristas ao apresentarem, dentre tantas, uma cena montada
afim de fazer os telespectadores acreditarem no uso, por parte de apoiadores de Chávez,
de armas de fogo contra uma multidão de manifestantes oposicionistas, quando na
verdade o homem armado atirava contra uma rua vazia, respondendo ao fogo de franco
atiradores. A cena foi exibida em rede nacional, enquanto no palácio do governo o
presidente era pressionado a assinar sua renúncia, ao mesmo tempo em que a sede do
canal 8 (TV estatal e porta voz do governo) era bloqueada à entrada de membros do
governo.
Ainda assim, com toda manipulação por parte da imprensa, a população foi às
ruas exigir o direito de ter à frente do poder executivo venezuelano aquele a quem a
maioria tinha delegado o exercício do mandato presidencial através do voto.
Fosse a TV uma emissora de mensagens tão poderosas e os telespectadores tão
indefesos diante delas, estariam tantas pessoas nas ruas a defender o direito de ter
Chávez como seu governante outra vez?
FICHA TÉCNICA
Título: A Revolução Não Será Televisionada
Filmado e dirigido: Kim Bartley e Donnacha O´Brian
Produção: Power Picture associada à Agência de Cinema da Irlanda
Edição: Angel H. Zoido
Produtor Executivo: Rod Stonemann
Produzido por: David Power
Irlanda, 2003
Duração: 74 minutos, legendas em português.
BIBLIOGRAFIA
Fundação Perseu Abramo, 2003.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
FREIRE, Paulo; GUIMARÃES, Sérgio. Sobre Educação: diálogos, 2ª edição,
vol. 2, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.
CHASIN, José. As Máquinas Param, Germina a Democracia in A Miséria
Brasileira: 1964 – 1994 – do golpe militar à crise social,Santo André: Estudos
e Edições Ad Hominem, 2000.
PERES, Yara Esteves. Escola e Televisão: alfabetização de mídia como
alternativa de educação emancipatória, 2000. Monografia (Trabalho de
Conclusão de Curso – Pedagogia – não publicado) Universidade Católica de
Santos. Santos.
INTERNET
O processo de universalização da educação escolar na Venezuela: as missões
Robinson, Ribas e Sucre
http://www.unicamp.br/cemarx/anais_v_coloquio_arquivos/arquivos/comunica
c oes/gt5/sessao1/Francis_Nogueira.pdf – 30/08/2010
Portal São Francisco
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/venezuela/historia-da v
enezuela.php – 22/09/2010
Bepeli Produções Artísticas
http://www.bepeli.com.br/educacional/paises_am_sul/bepeli_paises_venezuela
. html – 22/09/2010
A revolução não será televisionada
h ttp://www.cecac.org.br/mat%E9rias/venezuela.htm – 22/09/2010
Venezuela: um golpe com cheiro de hambúrger, presunto e petróleo
h ttp://voltairenet.org/article123032.html – 22/09/2010
Golpe na Venezuela: América Latina em perigo
http://www.galizacig.com/actualidade/200204/adital_golpe_na_venezuel_am_
e m_perigo.htm – 22/09/2010
Venezuela: mídia e RCTV, hoje e no golpe de 2002
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1667158-EI6580,00.html
22/09/2010
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