terça-feira, 23 de agosto de 2011

Santos/Cubatão, o transporte da vergonha


Ontem, 15 de agosto, plena segunda feira, acompanhei até o ponto de ônibus meu namorado, que mora em Cubatão e vivenciei um dos muitos momentos bizonhos que o transporte local nos proporciona.
Para safarem – se dos assaltos que andam acontecendo nos ônibus Cubatão – Fabril e Cota 200, ele e mais algumas pessoas que moram na cidade e precisam vir para Santos a trabalho e/ou a estudo, passaram a utilizar o ônibus Vila Espernça, que deveria ter seu nome modificado para Vila Desespero.
Chegamos ao ponto por volta de 22h00 e o ônibus supra citado só passou às 23h50.
Quando perguntado sobre o que havia acontecido com o ônibus do horário anterior, supostamente 22h30, o próprio funcionário da empresa respondeu em tom jocoso: “Ah, o motorista morreu”.
O motorista obviamente não morreu, mas o fato é que algo aconteceu e os passageiros, que então, somados ao meu namorado, já eram cinco, ficaram por quase duas horas a espera do transporte que não apareceu. Sabe – se Deus porque...
Um desses passageiros comentou que esses “acontecimentos” são freqüentes nesta linha. É natural esperar por duas horas ou mais por causa de ônibus que passam em horários irregulares.
Essa não é a primeira vez que pessoas próximas a mim fazem  comentário nada elogiosos aos serviços prestados pela EMTU no transporte Santos/Cubatão/Santos.
Há tempos fiquei sabendo que em uma das linhas, quando o motorista tinha folga, a empresa suprimia o ônibus do horário em que este tabalhava, deixando a espera os passageiros em seu horário de entrada no trabalho.
Se pensarmos que um trajeto Santos/Cubatão, de carro, leva em torno de 30 ou 40 minutos e que a passagem paga pela viagem é mais de R$ 3,00, estamos pagando muito caro por um serviço muito ruim e nem vou incluir no roll de absurdos a ausência do cobrador, que dobrou o tempo de percurso, além de transformar o motorista praticamente em um escravo.
E é assim que pretendemos nos tornar uma região metropolitana.
Ridículo, tacanha, vergonhoso!

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