segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Escolas cariocas, abaixo a competiçao!


Ontem, vendo o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, me passou pela cabeça algo que pode soar como absurdo, mas acho que é um caso a ser estudado mesmo não pensando ser esta a melhor idéia do universo.
A cada ano, as escolas trazem mais alas coreografadas, mais carros com dramatizações e cada vez menos seus componentes são meros foliões. Acredito que hoje, a maior parte das alas tenha alguma função pré estabelecida e ensaiada para as apresentações das agremiações cariocas. Sendo assim, aquilo que era uma manifestação da espontaneidade popular, passa a ser um espetáculo musico – teatral, que muitos até comparam a uma ópera e que conta com a participação do povo, assim como as encenações religiosas no nordeste ou mesmo a de São Vicente, que é de cunho histórico.
Por que não se pensar, nesse caso, em acabar com a covarde concorrência entre as escolas e tornar esse, que é considerado o maior show da Terra, em um momento de apresentação apenas, com pagamento de cachê a cada uma das participantes? Que exista um tempo marcado, que exista um rigor em cada passagem, mas que se dê fim à competição, aos grupos de elite e de acesso. Misturem – se as escolas, apresentem – se os trabalhos preparados para aquele ano e deleitem – se os verdadeiros apreciadores desse tipo de trabalho artístico, que já profissional.

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